Ganhei do meu irmão um ingresso pra assistir ao show do Barbatuques. E fui com ele. Já conhecia e adorava. Mas nada como ao vivo.
O show foi no Sesc Pinheiros, na Sala Paulo Autran. Logo me encantei: o teatro todo é lindo. Ficamos num lugar ótimo. Mas infringimos uma lei. Comemos Passatempo dentro do Teatro, o que é proibido, mas a gente estava com fome!
Começou com uns cinco minutos de atraso.
O trabalho que eles fazem com o próprio corpo é pura novidade. Não conheço nenhum grupo que trabalhe com base só nesse instrumento. A primeira música que eles tocaram foi "Baiana", e eu, como boa chorona que sou, chorei. Lindo! É lindo ver um trabalho desse, num lugar encantado como o teatro, num lugar cheio de crianças. Sim crianças, muitas! Atrás de mim e do meu irmão tinha uma menininha, por volta de seus três anos, totalmente participativa. Queria ir pro palco quando eles convidaram alguém da platéia; batia palma; fazia os sons com a boca...Muito bonitinha.
Além do trabalho magnífico dos Barbatuques, a iluminação era um espetáculo a parte. Além dos Barbatuques, da iluminação, a disposição deles no palco foi muito bem planejada. Cada hora ocupavam o palco de uma forma: quando era uma música que necessitava do olhar entre eles, a disposição era uma; quando era uma música, ou uma brincadeira voltada pro público, a disposição era outra.
Talvez por ser um show só de percurssão corporal havia muita participação do público, provavelmente pra não cansar. E não cansou.
Valeu por toda a produção envolvida no show, e principalmente, valeu Baratuques!
Viva o corpo! Viva o que ele pode proporcionar! Viva os que dele conseguem extrair o além do imaginável! Viva os que dele tiram a música! Viva! Viva! Viva!

