quarta-feira, 16 de junho de 2010

Passarinho Lunático

Tenho mania de ir à Lua. Um lugar mutável quase que semanalmente, em forma de queijo, com São Jorge protegendo-a é um tanto quanto agradável, certo? Pois bem, cheguei na Lua e, como de costume, comecei a desenhar. Desenhos tortos, abstratos, sem lógica. Mas muito coloridos. Quando já me sentia entediada escuto um "piu" "piu...". Ora essa! De onde vem esse barulho? "...Piu...piu!". Foi então que uma criaturinha de mais ou menos de dez centímetros de cor alaranjada apareceu em cima de uma montanhasinha. Uma pássaro! Na Lua?? E meu professor dizendo que não existiam pássaros na Lua por causa da atmosfera inexistente no nosso satélite!! Se eu contasse como sua teoria é furada, ele não acreditaria em mim.
E não era um pássaro qualquer. Um sabiá! Não existe pássaro com canto mais lindo que o sabiá. Sabia?
Conversei com ele e descobri que foi parar ali por engano; perdera a rota que sua família fazia, voara longe...longe...muito longe...até que chegou na Lua. Meu passarinho estava sedento! A água da Lua não surtia efeito. Era preciso uma água que estivesse em rios ou lagos cujas águas batessem nas pedras fazendo aquela espuminha, e servida gelada. Água lunática não tinha metade dessas características.
Chamei o Super-Homem que me levara até lá e fomos os três em busca do lugar preferido do meu passarinho: A Terra.

Um comentário:

Anônimo disse...

Ah, seus textos são sempre tão leves lili, eu amo eles.
Saudades de você

Beijos