No tempo da vovó, o dia começava com o raiá do Sol, mas os caipira só se arriava da cama com o cacarejá das galinha. O dia só parecia ter mesmo início com o primeiro gole de café acompanhado do bolinho de fubá.No tempo da vovó, o trabaio era pesado. Os homi pegava na enxada, semeava e regava a terra. Dava uma canseira só de oiá! As muié se apertava naquele pedacim de chão pegando fogo. Dali saía as mió gostosura.
No tempo da vovó, o dia terminava com a acendição dos lampião. Quando não tinha querosene...Valha-me Deus! Acendia as vela! E elas era um perigo: as criança gostava de andá com o foguetinho pra tudo que é lado!
No tempo da vovó, o café era o primeiro passo pra um bom dia. No tempo da vovó, a labuta fazia suar e dava uma dormência nos braço e nas perna. No tempo da vóvó, a criançada era atentada. O tempo da vovó pode ser 1900 ou 2000.
2 comentários:
gostei muito *-* de verdade :)
Lindo, Lili! Adorei essa linguagem regional tão esquecida. Hoje damos margem à linguagem culta, mas esquecemos daquela que tbm é parte de nossa cultura! Parabéns, amigaa!
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