quinta-feira, 26 de novembro de 2009

O Rio



Em volta do rio destruído
Há tanta vida vivida:
"São flores verdes, brancas e amarelas
numa sempre cromática primavera!"
A população porca não acaba com esse chiqueiro
e o rio vai carregando o esgoto inteiro
E o rio já não corre
e peixe já não há
enraivecida eu concluo:
- ele morrerá!



Imagem: Rio Pinheiros - SP.

Basta passar pelo Rio e as conclusões serão as mesmas. Disfarçar ornamentando - o com lindas flores e grama cortada não exclui, nem minimiza o real problema.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Borboleteação


No alto de uma montanha, sob o Sol de fevereiro encontrei uma borboleta. Uma borboleta azul com manchinhas brancas. Linda! Mas ela não voava. E aquela imagem ficou na minha cabeça. Que tristeza não carregaria aquela borboleta? Possuir asas e não voar deveria entristecê-la fortemente. Naquela situação ela não causaria inveja a ninguém. A que se refeririram os poetas quando quisesssem exprimir liberdade? Um pássaro? Pode ser. Mas nada, além das borboletas, possui a junção de liberdade e delicadeza.

Peguei a minha amiga e coloquei-a em contato com uma flor amarela. Quem sabe a alegria do amarelo não incentivava a borboletinha? Nada. O tempo começou a escurecer e eu precisava ir embora. Mas como? Deixar ali a Liberdade?

E então, do sol escaldante fez-se vento. Um vento forte que levou a minha borboleta pra algum vale perdido que eu jamais conhecerei.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Minha cidade

Três horas da tarde na Avenida Paulista. Domingo. Calor insuportável (ainda mais ali, com seus prédios imponentes impedindo o ar de circular). Estava indo ao CCSP quando vejo uma mãe e seu lindo filhinho de olhos azuis passeando pela movimentada avenida. Ah, com esse calor certamente o menino queria um sorvete, um suquinho gelado ou simplesmente sair de seu apartamento-estufa. Passei rápido por eles e achei uma cena linda. Uma mãe, um filho e muito sol.
Andando mais um pouco me deparei com mais crianças. Dessa vez, eram duas menininhas vestindo farrapos. Sujas. Não deviam ter mais de três anos. Sozinhas na movimentada São Paulo, mas de mãos dadas. Estáticas! Cortou meu coração. Certamente, elas também queriam um sorvete, um suco. Uma mãe. Cadê a mãe? Não havia. Havia a tia.
São Paulo de extensas avenidas, gigantescos prédios e divinas belezas por que não acolhe suas crianças? Na correria do intenso trabalho os pequenos se perderam...

Parênteses

Depois de um tempão (pra mim) sem escrever aqui (computador com problemas) voltei!
E voltei precisando confessar:
O que mais senti falta nesse meio tempo foi disso aqui. Isso e pessoas que, infelizmente, mantenho o contato só por meio dessa maquininha...
Escrever aqui e ler blogs tão legais me fazem bem.
Nesse tempo ausente pensei em várias coisas bacanas pra escrever. Vou organizar tudo e com o tempo vou colocando.
Agora, sem saudade...
Lili