quarta-feira, 31 de março de 2010

Um dia chuvoso


Era domingo e chovia. Lá fora não se ouvia nenhum passo. Por causa da chuva torrencial, acabou a luz e o almoço atrasou. Esperava minha família para um almoço completo: macarronada, carnes, salada, sucos, cerveja e tantos doces pra agradar às crianças. Mas choveu e tudo foi por água abaixo. Fiquei em casa entediada diante dos livros que não pude ler.

Nenhum telefonema pude dar nem receber porque meu telefone é sem fio e, como é sabido, não funciona sem energia.

Fui à varanda e vi como são bonitos os pingos de chuva caindo no mato molhado. Chuva inconstante: começa fina e vai incorporndo mais água, mais água até que...Me molho! É preciso observar os fenômenos da natureza com uma certa distância...

Volto para dentro, enxugo-me com uma toalha. Já passam das cinco horas. A chuva está diminuindo, o céu, clareando. Em poucos minutos a luz é reestabelecida. Lembro-me daquela chuvinha preguiçosa e do meu cobertor. Apago todas as luzes e vou dormir.

terça-feira, 23 de março de 2010

Espanto!


Não me assuste
Não se camufle
Arregale meus olhos
Espiche sua boca
Faça cara de espanto
E sorria de canto.



Era uma boa idéia. Uma universodade pública renomada como é a Unifesp, no curso que mais quero: Letras. Consegui! -pensei.

Doce ilusão.

Acordar às 9 da manhã, não tomar café, preparar o almoço de meu irmão e correr. Aliás, antes de correr almoçar. Às 10:30 da manhã. Aí sim correr.

Chegar na Estação Armênia ao meio-dia e pegar o intermunicipal das 14. Valendo R$ 4,25.

Chacoalho do ônibus. Ônibus cheio, calor, sol, água quente.

Chegar em Guarulhos às 14:15. Não ir ao banheiro para não perder o início da aula. Ou ir e perder-se na introdução do professor.

Ah, o professor...

Novos, dando suas primeiras aulas. Ainda não muito certos se o método é o correto. Cobaias.

Todos.

O pensamento lá em São Paulo, em uma tal Cidade Universitária...em uma certa FFLCH.

Sair da Unifesp às 18. Pagar R$ 4,25 no intermunicipal. Pegar um trânsito dos infernos na Marginal Tietê por causa das obras - obras feitas para a pista de uma corrida que iria ter e obras para melhorar (duvido) o trânsito dali - chegar na Armênia às 20, ou quase isso, e pegar mais três ônibus até chegar em casa.

Rotina de uma semana que fiz para ir até a Unifesp. Não deu outra: desisti.

Não suportaria esse estress por mais um dia.

"Desistiu da Unifesp?" E lá vinham as caras de espanto. Pois é, desisti.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Onde está o gato?


Hoje acordei tarde. Não sei porque, mas hoje acordei tarde. Tarde e cansada - estudar longe da faculdade não é nenhuma dádiva. Tomei café-da-manhã, e quando saía da cozinha, escutei um miado:

-Miuuuuu! Miuuuu!..

Miado de gato filhote. Como uma crianaça, ele ainda não sabe dizer as palavras inteiras. No caso do bichano, faltou um "a" ao "miuuu".
Enfim, abri a porta e o miado parou. Fechei a porta e ele retornou. Ficamos nessa brincadeira de cão e gato por uns cinco minutos. Quando minha paciência já se havia esgotado, subi para o telhado e lá fiquei namorando e brigando com minha cidade. Mas...Não é possível! Os miados persistiam! Tudo bem que gatos sobem em telhados, mas não em um tão alto quanto aquele. Só havia uma explicação: estava ficando maluca! E eu não aguentaria enlouquecer de fato. Me levantei, abri meus braços, respirei toda São Paulo que cabia nos meus pulmões, fechei os olhos e me joguei do alto do telhado. E tudo porque hoje acordei tarde. Realmente, hoje acordei muito tarde.