
Era domingo e chovia. Lá fora não se ouvia nenhum passo. Por causa da chuva torrencial, acabou a luz e o almoço atrasou. Esperava minha família para um almoço completo: macarronada, carnes, salada, sucos, cerveja e tantos doces pra agradar às crianças. Mas choveu e tudo foi por água abaixo. Fiquei em casa entediada diante dos livros que não pude ler.
Nenhum telefonema pude dar nem receber porque meu telefone é sem fio e, como é sabido, não funciona sem energia.
Fui à varanda e vi como são bonitos os pingos de chuva caindo no mato molhado. Chuva inconstante: começa fina e vai incorporndo mais água, mais água até que...Me molho! É preciso observar os fenômenos da natureza com uma certa distância...
Volto para dentro, enxugo-me com uma toalha. Já passam das cinco horas. A chuva está diminuindo, o céu, clareando. Em poucos minutos a luz é reestabelecida. Lembro-me daquela chuvinha preguiçosa e do meu cobertor. Apago todas as luzes e vou dormir.
Um comentário:
Achei seu texto tão interessante, o final foi diferente do que eu imaginava quando comecei a ler, mas fez total sentido...
Beijos, saudades querida
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