
Não me assuste
Não se camufle
Arregale meus olhos
Espiche sua boca
Faça cara de espanto
E sorria de canto.
Era uma boa idéia. Uma universodade pública renomada como é a Unifesp, no curso que mais quero: Letras. Consegui! -pensei.
Doce ilusão.
Acordar às 9 da manhã, não tomar café, preparar o almoço de meu irmão e correr. Aliás, antes de correr almoçar. Às 10:30 da manhã. Aí sim correr.
Chegar na Estação Armênia ao meio-dia e pegar o intermunicipal das 14. Valendo R$ 4,25.
Chacoalho do ônibus. Ônibus cheio, calor, sol, água quente.
Chegar em Guarulhos às 14:15. Não ir ao banheiro para não perder o início da aula. Ou ir e perder-se na introdução do professor.
Ah, o professor...
Novos, dando suas primeiras aulas. Ainda não muito certos se o método é o correto. Cobaias.
Todos.
O pensamento lá em São Paulo, em uma tal Cidade Universitária...em uma certa FFLCH.
Sair da Unifesp às 18. Pagar R$ 4,25 no intermunicipal. Pegar um trânsito dos infernos na Marginal Tietê por causa das obras - obras feitas para a pista de uma corrida que iria ter e obras para melhorar (duvido) o trânsito dali - chegar na Armênia às 20, ou quase isso, e pegar mais três ônibus até chegar em casa.
Rotina de uma semana que fiz para ir até a Unifesp. Não deu outra: desisti.
Não suportaria esse estress por mais um dia.
"Desistiu da Unifesp?" E lá vinham as caras de espanto. Pois é, desisti.
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