quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Borboleteação


No alto de uma montanha, sob o Sol de fevereiro encontrei uma borboleta. Uma borboleta azul com manchinhas brancas. Linda! Mas ela não voava. E aquela imagem ficou na minha cabeça. Que tristeza não carregaria aquela borboleta? Possuir asas e não voar deveria entristecê-la fortemente. Naquela situação ela não causaria inveja a ninguém. A que se refeririram os poetas quando quisesssem exprimir liberdade? Um pássaro? Pode ser. Mas nada, além das borboletas, possui a junção de liberdade e delicadeza.

Peguei a minha amiga e coloquei-a em contato com uma flor amarela. Quem sabe a alegria do amarelo não incentivava a borboletinha? Nada. O tempo começou a escurecer e eu precisava ir embora. Mas como? Deixar ali a Liberdade?

E então, do sol escaldante fez-se vento. Um vento forte que levou a minha borboleta pra algum vale perdido que eu jamais conhecerei.

2 comentários:

Anônimo disse...

Que lindo seu texto Lili, tão doce, tão doce...
beijos xuxu

(...) disse...

Nossa, que texto bonito! Parabéns pelo tratamento com as palavras, de uma simplicidade e poder singulares!

Abraços,
Brayan Carvalho
[você comentou em uma postagem minha no (...), então vim retribuir a visita ^^]